Tudo começou com um comentário racista de John Galliano, então estilista da Dior e aparentemente essa questão das trocas ganhou uma maiores proporções e logo ganhou um grande destaque. A Balmain também dispensou seu designer Christophe Decarnin e no lugar dele entrou Oliver Rousteing, que já trabalhava na Balmain desde 2009. Também temos o caso da Chloé que sem a Hannah MacGibbon (ela conheceu seu inferno astral com um malsucedido desfile de Inverno 2012) está substituindo a estilista por Clare Waight Keller, que já é a quarta estilista da Chloé em 6 anos. Pode não parecer muito impactante dito assim, mas para um segmento que sempre priorizou a tradição, tudo isso é extremamente incomum. Karl Lagerfeld, que tem um contrato vitalício com a Chanel, Pierre Cardin que mesmo com seus 90 anos, comanda todos os departamentos de sua marca de perto. Mas, esses são casos a parte, o que parece mesmo é que a instabilidade tomou conta dos mercados de luxo, mesmo que com as demissões justificadas. Ao mesmo tempo, é impossível não se questionar se esse não vai ser o caminho que os novos estilistas terão de trilhar, se essa não vai ser a nova realidade da carreira de estilista. Tudo gira em torno do bussiness e dos lucros. Desde que as marcas saíram das mãos de seus fundadores originais se perdeu um pouco da essência artística e aí que entra o troca-troca constante. Parece que o que é realmente Moda agora entre as maisons é dar um novo gás para a marca, mesmo que para isso eles tenham que descartar estilistas já consagrados para por em seus lugares "stylists esquisitões de cantoras pop maluquinhas", como a própria ELLE diz.
Na imagem, o esquisitão porém talentoso, John Galliano, ex estilista da Dior.
Nessa outra imagem, Oliver Rousteing, o novo estilista da Balmain.
CRÉDITOS: ELLE BRASIL, SÃO PAULO: Editora Abril, nº 279, Agosto 2011.

